Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Highlanders

 

 

 

 

 

o gosto de ser repetitivo, mas de vez em quando aparecem estes albuns tipo automotora da Carris, aqueles que nos atropelam e deixam marcas irreversíveis. Glasvegas é um deles.

De vez em quando da Escócia chove bom som, desde os Jesus and Mary Chain até Franz Ferdinand, passando pela melancolia dos Belle & Sebastian. Os de hoje apenas são mais uns.

Já tinha feito uma pequena referência e posso-me agarrar a essa frase anterior para dar inicio a este texto: se Morrissey tivesse nascido no mesmo bairro social que os irmãos Reid, teriam formado os Glasvegas. Se é verdade que se perdiam duas bandas de outro mundo (Smiths e Jesus and Mary Chain respectivamente), também não deixa de ser verdade que se ganhava outra de grade nível.

Depois de muito prometerem com os singels que foram lançando, abalançaram-se para um album homonimo que entra directamente para o primeiro lugar do Top (allô Isabel Figueiras).

Logo a abrir "Flowers and Football Tops" entra ligeira, quase inaudível, vai subindo, atinge em cheio no nariz e depois plagia, em jeito de desculpa - you are my sunshine, my only sunshine". Ainda mal refeitos entra "Geraldine" e entre uhh uhh's muito 50's somos surpreendidos com um - my name is Gerrraldine, i'm a xoxial worrrrker - o sotaque escocês a marcar pontos e a acenar das profundezas das Highlands. “It's my own cheating heart that makes me cry" é música comicio, um discurso para as guitarras que entre murmúrios se levantam de vez em quando para um aplauso, atingindo no final o tom de ovação em pé. Com "lownsome swan" chega um toque mais pop, radio friendly, romantismo que logo se desfaz em "go quare go", uma letra rendilhada em sotaque escocês que bem pode ser ingles, gaelico ou italiano em estilo montanha russa cheia de sobe e desce. “Polmond in my heart” soa a protesto ligeirinho. Quando começam a ressoar as cordas do baixo em “Daddy’s Gone” fica a certeza de que se realmente o pai se foi embora foi por ciúmes do talento do filho, talento esse que se confirma em “Stabbed”, onde ao piano parece estar Mark Renton à beira da overdose quase a sugerir o suicídio ao ouvinte. Saltando para “SAD Light” a batida cadenciada da bateria de inicio ao fim, com uma força que quase afecta o movimento de translacção da Terra, preparando-nos para o “grand finnale” de “Ice Cream Van”, que dá a sensação de ter sido roubada a Iliketrains, começando ligeira, quase inaudível, para acabar em apoteose, um épico.

 



Texto da responsabilidade de jesusinfurs às 22:27
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2 comentários:
De thestarsareshining a 18 de Setembro de 2008 às 00:02
Epah das duas uma, tu ou és um poço de sabedoria ou perdes imenso tempo no google... ah ah ah
beijo***


De jesusinfurs a 19 de Setembro de 2008 às 15:42
Pah está à vista de todos que isto é só sabedoria, com "Ç" grande.

Por acaso sou grande adepto do copy paste, mas desta fui eu que iscrevi


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