Quinta-feira, 24 de Novembro de 2005
Just One Star
31 de Outubro de 2005, 9h da manhã, casa da Anita.....1 de Novembro de 2005, 5h da manhã, casa da Anita. Pelo meio 20h memoráveis que nos levaram a Lisboa e a um dos espectáculos mais aguardados do ano. Falo obviamente do concerto de Antony and the Johnsons (e também de Currituck County que não foi grande espingarda) no Coliseu dos Recreios. Dessas 20h apenas a primeira meia hora foi desagradável, obra e graça de alguém que, não sendo nativa deste pais á beira mar plantado, tem o dom de por a cabeça em água aqueles que sempre habitaram este espaço geográfico (pô Jerusa não enche o saco vai......). O que lhe vale é que exerce uma actividade profissional muito nobre, prostituição. No resto uma viagem a todos os níveis excelente (aii aqueles mp3 dos gloriosos anos 90.....recordar é viver e muito Arcade Fire) culminada com um controlo perfeito das ruas da Capital, chegando ao ponto de deixarmos o carro a reles 50 metros do Coliseu (Vasco da Gama, Parque Expo, Marginal, Campo das Cebolas, Praça do Comercio, Rua da Prata, etc. que não sei o nome, Restauradores). Após passear para passar tempo, encontrar uma cara amiga e comer, ás 20h30 lá estávamos nós sentados na Galeria do Coliseu a jogar á sueca enquanto aguardávamos o concerto. Primeiro Currituck Co. que não aquece nem arrefece, depois....... o hipnotismo de uma voz com origens num qualquer local, meio caminho entre o Céu e a Terra, de onde se evadiu encarnando no corpo de um terrestre, britânico residente em Nova York e empunhando o “Manifesto Para a Salvação da Musica”. Murmurando letras por entre o som do piano e dos acordes da banda (Johnsons), Antony Hagerty desarmou a audiência de qualquer tipo de preconceito e levou-a para outra dimensão sem que houvesse tempo para despedidas. Mesmo os mais resistentes sucumbiram ao desespero de “For Today I Am a Boy” á sinceridade de “You Are My Sister” e ao apelo de “Hope There’s Someone”........felizmente estávamos. Ainda houve tempo para comprovar que estava perante verdadeiros fãs com “Frankenstein” (oh i see that you are listening to the B-sides) ou relembrar Nina Simone em “Be My Husband”, Velvet Underground com “Candy Says” e até Leonard Cohen com “The Guests”. Lou Reed não fez falta em “Fistfull of Love” e em “Man Is the Boy” pediu desculpa por não incluir “The Lake” no repertório (forgive me, let live me). Não tivessem ligado as luzes do Coliseu e ainda hoje estava lotado de almas alienadas a bater palmas na esperança de sacar um ultimo encore.....que nunca iria chegar. O resto? O resto foi a viagem de regresso, sem problemas, a sonhar com o Paraíso.......... Oh Such a Perfect Day……
PS – É verdade que já passou quase 1 mês mas este texto estava em divida.


Texto da responsabilidade de jesusinfurs às 20:18
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1 comentário:
De Não sei como me chamo a 26 de Novembro de 2005 às 09:23
Foi memorável, espero k eles passem cá outra vez. Se eles vierem é quase certo eu estar lá, aliás acho k estamos todos lá. Foi pena ñ terem tocado "The Lake", mas enfim ñ se pode ter tudo. Inté!!!!!!!!!!!!!!!!Vituxo
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